Um tipinho que fez muito sucesso nos anos 80/90 no Brasil foi a bicha humorista. Descontraídas e serelepes, ela marcaram época em programas especiais e novelas da Rede Globo. Com tendências alternativas, são geralmente  oriundas do teatro, ou melhor ainda, de algum GRUPO DE TEATRO COM NOME ENGRAÇADINHO. Em sua época, eram considerados o auge do “humor intelugente”.

Mas a vida das bichas humoristas não era um mar de rosas cintilantes. Hoje é comum vermos homossexuais assumidos, como o Gianechinni desfilando por nossa televisão, mas naqueles anos tudo era muito difícil. Por viverem nas sombras, até hoje em dia tem gente que acha que o Luis Fernando Guimarães não era uma bichinha humorista, apenas um tiozão engraçado.

Espremidas entre o humor roots de Praça é Nossa e o humor involuntário de coisas como Luciana Gimenez, as bichas humoristas perderam o bonde na história. Ah, o Marcelo Tas, apesar de ser bicha, não enquadra-se nessa categoria.

esq. para direita: Guilherme Karam, Ney Latorraca e Marco Nanini

esq. para direita: Guilherme Karam, Ney Latorraca e Marco Nanini

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Algumas pessoas se sentem deslocadas no tempo. Gostariam de ter vivido nos anos 60 pra poder fazer sexo sem camisinha e não ser ridicularizado quando diz que gosta de Santana. Ou ser um cavaleiro medieval, sem a conotação RPG que traz hoje em dia. Quem sabe ter uma noite de amor com prostituta vietnamita nos anos 70. Na redação do TV ALTERNATIVA, todos lamentam não terem estado nos anos 90 e poder ter visto in loco a peça teatral COMO ENCHER UM BIQUINI SELVAGEM, com Claudia Jimenez. Bons tempos. Miguel Falabella na direção e Cacilda de biquini. Duas palavrinhas: arte conceitual.

Dá pra ficar mais selvagem que isso?

Dá pra ficar mais selvagem que isso?

update: Parece que esta peça deu origem ao GENIAL filme polaroides urbanas. Mais uma genial obra de Falabella na categoria “não vi e não gostei”. Não perca.

A televisão é realmente a coisa mais legal do mundo, mas atendendo às pressões da inteligentza abrimos espaço para arte mais afetada de todas: o teatro.

Enquanto mega diretores como Gerald Thomas e Miguel Falabella encantam o Brasil com sucessos intelectuais um tipo muito mais intrigante vem chamando a atenção. Partindo do ditado “tem 2 coisas que nunca saem de moda: anões e gordinhas sexy” o diretor João Luiz Fani criou uma fábula moderna: A GORDA E O ANÃO.

Segue a sinopse na íntegra, pois acho impossível descrever esta obra de arte de forma mais hilariante:

“De uma forma alegre e despojada, após intensa pesquisa e troca de experiências, os atores Sonia Bacila (a Gorda) e Claudinho Castro (o Anão), buscam com suas características mais marcantes, contar situações hilárias do cotidiano de duas pessoas “diferentes”, porém felizes com sua condição. Você vai se divertir com o inusitado e o simples, de maneira inesquecível.”

Ímpossivel pensar em uma peça melhor. Na história da humanidade.

Por incrivel que pareça, esta peça existe de verdade

Por incrível que pareça, esta peça existe de verdade

A GORDA E O ANÃO: Teatro Lala, Curitiba
Índice corporal: Na média
Cenas de sexo: 6
Cenas de sexo que induzem ao vômito: 6